Iniciei um grupo hoje no Cap´s ad continente que fala sobre sentimentos. Descobri através da fala de cada um dos companheiros que participaram que sou realmente diferente. Me idendifiquei com todos eles. O grupo é fechado. Não é qualquer pessoa que pode participar. Aí está o x da questão. Por quê?
Todos que estavam ali tinham um pouco de loucura. Uns mais que outros. Eu, não querendo ser pretensioso me achei mais louco ainda apesar da loucura deles.Aí que me identifico, ou seja me encontrei comigo mesmo sem maiores dúvidas.
Retornei para a casa de Apoio caminhando e refletindo.
Olhando para os lados e olhando as pessoas, os lugares pela qual passava o mar
lá no canto dos becos no intervalo entre as quadras quando atravessava as ruas.
Curtindo tudo isso e consciente da minha respiração entre tudo isso me percebi
como alguém que sentia uma sensação de liberdade. Poucas vezes na minha vida me
percebi assim.
Coisa de louco? Não sei. Mas era dono do momento. Dono das
minhas próprias pernas cheguei à conclusão de que poderia fazer tudo que eu
queria naquele momento. Dono do Mundo ou, melhor, do meu mundo, da minha vida.
O passado de autoritarismo dos outros em relação a mim já
não existia mais. Ninguém poderia me mandar naquele momento, não existia
ninguém comigo. Porém através do meu amadurecimento sabia exatamente o que eu
poderia e deveria fazer.E estava fazendo.”A dor ensina à gemer”. Naquele
momento a minha sensibilidade estava tão apurada que cheguei a perceber um
sinal de que estava andando para o lado certo.
Em meio aos carros a “loucura” das pessoas tentando
atravessar a rua entre eles quando um cachorrinho lá na frente passava pela
faixa de segurança. Quem são os loucos?Sou eu que tive essa percepção? Ou quem
estava na imagem que percebi?
Quando passei tempos na rua como morador, meu maior
sentimento era o de que não devia nada para ninguém. Não devia satisfação para
ninguém nem precisava prestar contas para ninguém. Me isolei da sociedade, de
família, etc...
Arrumava dinheiro com facilidade, e como já falei quando
narrava aquele momento que estava acontecendo hoje, andava com as minhas
próprias pernas.
Existia diferença entre um momento e outro?
Sim. O fato de que eu andava intoxicado e não sentia essa
liberdade toda. A dona das minhas pernas era simplesmente a cachaça. Eu não me
sentia livre, mas preso. Ela me deixava caminhar assim como também me
derrubava. Porquê eu permitia? Ela era mais forte que eu.
Hoje, não preciso de dinheiro para me sentir livre. Voltando
ao momento que passo sem ela (a cachaça), não existe nada que possa me
prender.Nesse caminho que senti toda essa sensação gostosa veio a consciência
também de que tudo que passei fez parte de um aprendizado e preparação para
chegar neste lugar que estou agora caminhando.Só assim pude sentir o que sinto.
Alexandre Bandarra
Alexandre Bandarra
ResponderExcluirViva a sua vida da melhor forma, mesmo que ela traga lembranças de sentimentos passados... a vida é assim, momentos, escolhas, atitudes....aproveite esse momento da sua vida e não se preocupe com o que a sociedade ou as pessoas acham ou pensam sobre as suas escolhas, pois você é unica pessoa que sabe o que é melhor ou pior para você mesmo. Felicidades.
Alexandre! Mais um texto seu de excelente qualidade!
ResponderExcluirDesejo que Deus continue presente na sua caminhada e que você continue com esse desejo de recomeçar e com esse dom de escrever!
Nem sempre as coisas são fáceis, mas são essas as mais saborosas quando vencidas.
O primeiro passo você já deu, agora basta ter forças pra continuar!
Você é uma pessoa que nos transmite uma energia muito boa!!
Continue assim!
Abraços, Educadora Bárbara!