Hoje, depois
de iniciar a minha recuperação, pensar e repensar sobre a minha vida, o que
passou e como eu falo, com a maturidade de um ser humano, porém com a vigia
constante de um dependente químico, escrevo buscando o prazer e a adrenalina
que a leitura do meu passado me proporciona.
Esta leitura
muitas vezes tapa buracos dentro de mim e, me impede com que a inércia e o ócio
que produz e ensina, não dê margens para me jogar ao fundo deles.
A alegria de
sentir um texto pronto é utilizado na minha mente hoje como substituição de
algo infrutífero, apesar da dificuldade de automaticamente me lembrar deles em
muitos momentos do meu dia.
Falo das
minhas escritas e meu sentimento em relação à elas como mais uma ferramenta que
tenho hoje na minha reconstrução de vida.
Vivo um dia
de cada vez e procuro fazer o melhor que posso dentro desse espaço.
Dias de
lembranças, dias de gratidão no reconhecimento das minhas novas capacidades. É
daqui para frente. Não preciso remoer no passado, mas agradecer pelas
experiências que ele me trouxe a ponto de conseguir hoje sentir prazer no que
faço.
Sinto hoje a
liberdade de fazer tudo que eu quero sem me sentir recriminado e nem julgado.
Erro, acertos, dúvidas? Não vejo o final disso, até porque estou vivendo só
hoje. Não sinto culpa nem remorso porque a esperança de vida neste momento é
maior do que ontem.
A minha
capacidade de construir está aqui. É verdadeira e hoje, o que foi feito,
entrego com desapego, pois o que me interessa é prosseguir.
Alexandre
Nenhum comentário:
Postar um comentário